1) Opinião alheia

Desperdiçamos imenso tempo e atenção a escutar opiniões, em parte acreditamos depender delas.

Não queremos ser julgados. Queremos ser validados.

A aceitação acaba por ser importante para que nos sintamos integrados e façamos parte.

Contudo como fica aquela vontade mais interna e profunda e que te impele para “o que tu queres alcançar”? As respostas estão nos outros?

Será nossa função agradar aos demais ou cumprir com os nossos talentos, as nossas paixões? Deixar o nosso contributo?

2) Comparação

Tudo o que abominas no outro existe dentro de ti, assim como o que mais admiras.

Contudo e frequentemente perdemo-nos na comparação.

Queremos ser mais e melhores.

A necessidade de reconhecimento hoje em dia é de tal ordem que vivemos mais orientados para a competição do que para o entendimento da urgência na complementaridade.

Não sabemos apreciar e reconhecer o valor que já existe em cada um.

Fazendo uma pequena analogia, existe em cada um e em cada profissional uma peça do puzzle.

Tem uma função muito própria e apenas se complementa a algumas peças.

Não há uma só peça que se repita e todas fazem parte e são fundamentais para o bom funcionamento do todo (puzzle). Contudo para que esta peça se encaixe, e se alinhe naturalmente, tem que haver inevitavelmente um autoconhecimento profundo por forma a que haja consciência da sua função e do que a diferencia.

Caso contrário pode perder-se na tentativa de se encaixar onde não faz parte, de replicar, imitar ou copiar outras peças.

Isso só revela o profundo desconhecimento do seu valor intrínseco.

3) Medo de falhar

Outra grande limitação é sem dúvida o medo de falhar.

É inevitável a falha, aliás ela é imprescindível para quem efetivamente quer crescer e aprimorar-se profissionalmente.

Ela faz parte da ação que necessitas implementar para melhorar e alcançar novos resultados. Portanto não te prendas na ilusão de que o teu crescimento profissional se dará sem falhas.

O mais importante a este nível não é efetivamente a ausência de falhas, mas aprimorar a forma como decides lidar com elas.

4) Falta de foco

As responsabilidades e exigências do nosso dia a dia são de tal ordem, que acabamos grande parte do tempo por nem nos permitirmos refletir sobre qual é realmente o nosso foco.

Envolvemo-nos num conjunto de tarefas que facilmente nos vai ocupando a atenção.

Por vezes andamos mais entretidos do que propriamente a produzir.

Parece-me relevante a este nível e mesmo no que diz respeito aos nossos pensamentos, analisarmos onde é que eles estão centrados.

O que te revela o teu pensamento e as tuas ações sobre o teu foco?

Estás orientado para a solução ou estarás mais orientado para o problema. A direção que o teu foco toma atrai determinada realidade que pode ser benéfica ou não para o que queres efetivamente realizar.

Nomeadamente quando estamos mais bloqueados e com pensamentos que em nada alimentam a ação que queremos implementar e que nos faz avançar de forma mais eficiente e produtiva em direção ao que queremos realizar.

Foco sempre na solução em termos de pensamento e ação.

Faz sentido para ti?