Há sensivelmente 3 anos atrás quando decidi iniciar um novo percurso profissional, sabia que o mesmo não se definiria num mês, nem tão pouco num ano.

Projetei-me para nove anos, considerei quem queria ser ao fim desse período.

Embora tenhamos o nosso ideal presente em nós, sabemos que o nosso percurso é feito com um pouco de tudo, com o que faz vibrar o nosso coração e com o que não o faz vibrar de todo.

A nossa acuidade sensorial deve estar sempre presente, para que melhor possamos atender ao que é para nós e também ao que não é para nós, o que funciona e o que não funciona.

Tal como a peça de um puzzle nossos contornos são particulares e não são moldáveis a todas as peças, apenas porque não têm que ser.

Em tempos debatia-me a tentar compreender todo o sentimento de frustração que por vezes sentia de não encaixe.

Hoje agradeço cada não e cada porta que se fechou, pois em cada uma dei mais um passo em direção ao sim e em direção ao que realmente é para mim.

E assim tem sido e é maravilhoso quando nos apercebemos do enorme sentimento de gratidão por todos os nãos e portas fechadas.

É maravilhoso quando nos deparamos com realidades e portas que jamais julgaríamos serem possíveis para nós e que na realidade talvez nunca fossem abertas se em dadas alturas não nos tivéssemos permitido aceitar e agradecer cada não do percurso.

Nessa altura compreendes a importância de não te limitares.

Por vezes é ainda maior do que julgavas ser possível.

É apenas na complementaridade que nos podemos realizar e efetivamente não somos para todas as peças, tão somente para aquelas que estão em sintonia e ressoam connosco, aquelas que se permitem ver o nosso brilho interior.

O que realmente se revela importante é que honres acima de tudo a tua verdade interior, a tua essência, o teu brilho e em contínuo processo de evolução e crescimento te permitas aprender a cada dia sempre fiel aos teus princípios e com uma enorme vontade de deixar o teu contributo único, seres em pleno essa peça que se complementa e que apenas se faz presente, onde pertence.